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Unimed quebrando Unimeds

  • 11 de jul.
  • 2 min de leitura
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Crise na FERJ afeta outras Unimeds do Rio e alerta sobre risco em cadeia desse sistema


A principal característica do Sistema Unimed é a capilaridade. Eles se vendem assim: um sistema cooperativo de médicos espalhado por todo o Brasil.


Acontece que o seu desenho estrutural contempla várias cooperativas singulares, municipais, cada uma com seu próprio CNPJ, sua diretoria eleita e com decisões tomadas em assembleia própria de cooperados.


Assim, a Unimed Rio não podia vender e atender diretamente em Niterói, por exemplo. Em Ribeirão Preto, a cooperativa local é quem detém a exclusividade de atuação com a marca. E todas atendem os clientes das outras, para formar o intercâmbio.


Enquanto existir equilíbrio econômico entre elas, tudo lindo e maravilhoso. Mas quando uma cai, pode derrubar várias. Por isso temos relacionado esse sistema ao efeito dominó.


Vamos a um caso concreto: a Unimed Salvador.


Tal cooperativa teve insolvência grave e fulminante. Devia muito aos hospitais da sua região e eles suspenderam o atendimento. Assim, além de não haver tratamento disponível para os consumidores da própria Unimed Salvador, todos os demais clientes das Unimeds Feira de Santana e da Unimed Ilhéus (entre outras do interior do Estado), ficaram sem atendimento na capital baiana - geralmente o melhor centro médico da localidade.


E não só os clientes delas. Qualquer beneficiário das cooperativas do Brasil, que passassem por Salvador, estariam desassistidos.


Isso em si já é grave, mas tem ainda mais repercussões.


A evolução desse Sistema desenvolveu consolidações regionais, formação de federações de municípios do mesmo estado e de estados diversos. Isso levou a um outro efeito, de contaminação dos sócios.


Citemos a Unimed Norte Nordeste. Ela era formada por várias outras cooperativas e insolveu. Todas as que compunham o corpo assemblear terão que arcar com as dívidas da federação. É exatamente isso que está acontecendo agora no Rio de Janeiro.


Quando a FERJ assumiu a carteira da singular do Rio, teve que se responsabilizar também por uma dívida com a rede de atendimento, para que ela continuasse ativa. O rombo era de algo em torno de R$ 4,7 bilhões. Agora, isso envolve todas as singulares que compõem a Federação Estadual do RJ (FERJ): Angra dos Reis, Araruama, Barra Mansa, Cabo Frio, Campos, Centro Sul Fluminense, Costa do Sol, Costa Verde, Leste Fluminense, Marquês de Valença, Nova Iguaçu, Noroeste Fluminense, Norte Fluminense, Petrópolis, Resende, Serrana RJ, Três Rio e Volta Redonda.


Que catástrofe, hein! Para salvar uma, quebram 19 cooperativas.


Mas pensemos assim: pode piorar. A Unimed Nacional (CNU) andou bem mal das pernas. As singulares e federações que compõem essa confederação tiveram que aportar bilhões para evitar a intervenção da ANS. Mas e se chegar a um ponto de derrocada da CNU?


Entenderam o efeito dominó?

 
 
 

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