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Reajuste, medicamento milionário e o uso de IA

  • há 4 dias
  • 2 min de leitura

Atualizado: há 3 dias

Os destaques dessa semana apontam realidades diferentes nos reajustes dos planos de saúde e as consequências do uso de IA por profissionais do setor

 

O G1 destacou decisão judicial em que o magistrado impede o reajuste de 1.300% na mensalidade de uma aposentada. O plano dela subiu de R$ 236,98 para R$ 3.458,42. O valor permaneceu fixo durante 17 anos, inclusive sem reajuste por faixa etária. De repente, a CASSI resolveu recalcular todo o passado agora.

 

Aqui, a questão central está mais relacionada a estabilização de uma relação jurídica. Ao que tudo indica, a operadora esqueceu de realizar os reajustes ao longo do tempo. Mas não deveria surpreender a beneficiária dessa forma. A decisão foi do Tribunal do Rio Grande do Sul.

 

Por outro lado, vejamos a pressão financeira no setor. Saindo do Rio Grande do Sul para Mossoró, no Rio Grande do Norte.

 

Lá, o Mossoró Hoje dá conta de um paciente que tem uma doença raríssima, demandando um medicamento que custa R$ 426 mil por quinzena; ou seja, quase R$ 1 milhão por mês.

 

Então, como fica o equilíbrio dessa carteira de clientes, da Unimed? Um só paciente paga, em média, R$ 500,00 de mensalidade e, nesse caso, custa R$ 1 milhão.

 

A resposta não envolve o tratamento da doença. Se é o protocolo, tem que dar e ponto. Mas como equilibrar o sistema?

 

Além desses destaques, outro dilema ganha repercussão: o uso de Inteligência Artificial na saúde.

 

Enquanto parte da sociedade enxerga a IA como uma espécie de “oráculo moderno”, a verdade é que, no ambiente da saúde, ela pode atrapalhar — e muito — quando utilizada sem espírito crítico, sem experiência profissional e sem a dimensão humana que sustenta o cuidado.

 

A IA é treinada para concordar com a pessoa que a guia, e isso pode gerar vieses cognitivos e influenciar diagnósticos.

 

Em um estudo publicado na Nature em 2024, especialistas alertaram que, embora modelos avançados sejam capazes de sugerir opções terapêuticas, a performance desses sistemas cai drasticamente quando o caso foge ao padrão — algo extremamente comum na vida real.

 

Então, fica o alerta de que o manejo dessa tecnologia merece cuidados especiais, exigindo qualificação humana para evitar vieses.

 

Hoje, a análise dos temas em realce permite enxergarmos dicotomias interessantes: o reajuste abusivo versus a pressão dos custos e, dentro do tema tecnologia, a utilidade da IA e os riscos dos vieses no seu uso. Quando se trata de um sistema, todos temos que perceber que cada decisão tem repercussão.

 
 
 

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