Choro no lucro
- 30 de out. de 2025
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Presidente da ANS diz que planos de saúde choram até quando estão no lucro
O recém-empossado diretor-presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Wadih Damous, demonstrou interesse em investigar um aparente paradoxo no setor de saúde suplementar: por que as operadoras de planos de saúde continuam apresentando queixas sobre dificuldades financeiras, mesmo quando seus balanços mostram resultados positivos.
Em entrevista recente à Folha, Damous destacou a necessidade de uma regulação equilibrada, que ele chamou de "mão dupla", considerando tanto as necessidades das operadoras quanto os direitos dos consumidores. "Quero entender isso, porque ao mesmo tempo em que apresentam lucros, as operadoras alegam ameaça ao equilíbrio econômico-financeiro", afirmou o novo presidente.
A declaração ocorre em um momento de tensão no setor, onde consumidores enfrentam reajustes expressivos nos planos de saúde, enquanto as empresas argumentam sobre a sustentabilidade econômica do modelo atual. Damous, que possui experiência na área de finanças, pretende utilizar seu conhecimento para analisar com profundidade a real situação financeira das operadoras.
O Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que empossou Damous em setembro deste ano, tem defendido uma maior integração entre o Sistema Único de Saúde (SUS) e a saúde suplementar, reforçando a importância de uma regulação que proteja o direito dos consumidores ao atendimento previsto na Lei dos Planos de Saúde.
A postura do novo presidente da ANS promete uma possível mudança na abordagem regulatória da agência, com maior atenção à transparência financeira das operadoras e ao equilíbrio entre sustentabilidade do setor e proteção dos direitos dos beneficiários.
A ANS deve apresentar nos próximos meses um plano de trabalho que incluirá medidas para aumentar a transparência nas informações econômico-financeiras das operadoras, permitindo uma análise mais precisa sobre a real situação do setor.




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