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Unimed Natal rumo à insolvência

  • 11 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

A ANS divulgou hoje um resultado alarmante para a Unimed Natal:

prejuízo de R$ 5 milhões nesse trimestre.


Após a eleição de Márcio Rêgo como presidente da cooperativa, em março de 2025, esperava-se reversão da trajetória negativa, mas os números demonstram deterioração significativa.


Inclusive, o último anúncio de desconto linear na produção dos cooperados (pró-rata) configura medida emergencial que reflete crise profunda.


Gestão Eleita Não Reverte Crise


A nova administração assumiu com promessas de recuperação. Contudo, o prejuízo trimestral aumentou e evidencia que ações estruturantes não foram implementadas com eficácia.


Márcio Rego recebeu a cooperativa com lucro de R$ 12,4 milhões no 1o trimestre (gestão da anterior diretoria), e já no seu primeiro ato apresentou um prejuízo de R$ 9 milhões para o 2o trimestre, derrubando o resultado de R$ 12 para R$ 3 milhões. Agora, atingiu R$ 5 milhões negativos. Da situação que encontrou, o atual Presidente já "queimou" R$ 17 milhões de margem.


A situação alinha-se ao contexto nacional onde mais de 100 cooperativas Unimed operam no vermelho, acumulando perdas superiores a R$ 500 milhões.


Sem intervenção imediata, a Unimed Natal corre risco de entrar em espiral irreversível, similar ao cenário que levou a ANS a determinar gestão compartilhada da Unimed Ferj em novembro.


Quando a ANS Intervém?


A reguladora pode decretar intervenção diante de riscos à continuidade assistencial ou insolvência iminente. Critérios incluem atrasos sistemáticos aos prestadores, cancelamentos indevidos de beneficiários e incapacidade de honrar compromissos.


A Unimed Natal não apresenta (até o momento) sinais extremos como a Ferj, mas a deterioração acelerada motiva vigilância intensificada.


Proteção do Consumidor


Beneficiários devem adotar cautelas imediatas: manter registros de pagamentos, documentar comunicações com a operadora e denunciar irregularidades à ANS pelo NIP (Notificação de Intermediação Preliminar). Em caso de negativa de cobertura ou atrasos em procedimentos, acionar a ANS ou Procon garante proteção legal.


Portabilidade de plano permanece alternativa viável se a situação se agravar.


Conclusão


A Unimed Natal encontra-se em ponto crítico. Enquanto a ANS monitora a situação, cooperados e beneficiários enfrentam incerteza crescente. A execução de plano de reestruturação pela nova gestão deveria ser algo urgente, para evitar medidas mais severas do regulador.


Mas, em vista da insistente arrogância (ou arrogante insistência, tanto faz) dos novos gestores, achando que podem continuar fechando os olhos para desperdícios e excessos, e privilegiando a "turminha do rei", talvez seja mais fácil começarmos as apostas sobre quem vai apagar a luz lá do estabelecimento.

 
 
 

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