Ressarcimento acelerado
- 23 de jul.
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ANS seleciona plataforma de inteligência artificial para apoiar na cobrança dos valores despendidos com pacientes dos planos de saúde no SUS
Chamado Projeto Iara (Inteligência Artificial no Ressarcimento ao SUS), a ferramenta de automação deve reduzir drasticamente o tempo e os custos envolvidos na análise das contestações feitas por operadoras de planos de saúde. “A parceria com a ANS foi decisiva. O IARA mostrou, na prática, como a inteligência artificial pode qualificar e acelerar processos regulatórios, além de trazer economia real para o Estado”, explica Marcelo Dannus, CEO da Paipe.
A entrada da empresa no programa foi resultado de um processo público coordenado pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), com apoio técnico da Escola Nacional de Administração Pública (Enap) e articulação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) junto ao Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos. A tecnologia apresentada pela Paipe se destacou entre as propostas recebidas, especialmente por seu potencial de impacto direto na eficiência da gestão pública em saúde.
Com o Iara, a triagem das impugnações passa a ser automatizada. A ferramenta é capaz de ler documentos em PDF, interpretar contratos, verificar o vínculo do beneficiário à época do atendimento e classificar a justificativa apresentada. Em vez de centenas de técnicos revisando caso a caso, a IA estrutura os dados, sugere decisões e encaminha automaticamente para revisão apenas os casos mais complexos.
Essa automação visa diminuir o tempo de resposta da ANS, reduz a subjetividade nas análises e fortalece a cobrança das operadoras, aumentando a arrecadação de valores que por lei devem ser destinados ao sistema público.
A cobrança mais ágil das operadoras permite que mais recursos retornem ao SUS, o que ajuda no financiamento de serviços públicos. Além disso, o uso de IA em processos regulatórios aumenta a previsibilidade e reduz falhas, incentivando as operadoras a prestarem serviços de forma mais transparente e menos abusiva.
As informações são do Monitor Mercantil.




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