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PLASC vai fechar?

  • 23 de set. de 2025
  • 2 min de leitura

Em intervenção da ANS há quase um ano, operadora da Santa Casa de Juiz de fora está na fila para cancelamento do seu registro


Por força de "anormalidades econômico-financeiras e administrativas graves, que colocam em risco a continuidade ou a qualidade do atendimento à saúde dos beneficiários", a Agência Federal que regula os planos de saúde decretou regime de intervenção no plano de saúde da Santa Casa de Juiz de Fora. Isso aconteceu em 17 de dezembro de 2024.


De lá até hoje, a gestão da operadora continuou se degradando. Diretores tomando decisões manifestamente erradas empurram a entidade para o buraco. Ela encerrou o ano de 2024 com prejuízo líquido de quase R$ 7 milhões e, no 1º semestre de 2025, continua no vermelho, acumulando cerca de R$ 1 milhão negativo.


Além de tudo, a gestão passou a desdenhar de um dos atendimentos mais sensíveis que a saúde exige: o tratamento de câncer. Pacientes correm de hospital para hospital, tentando entender qual deles atende o PLASC.


Ao que levantamos, se for quimioterapia, a Santa Casa tenta, primeiro, dar o atendimento diretamente. Se não conseguir, tenta com a Unimed ou com o Monte Sinai. Se o paciente espernear, consegue ser tratado no Hospital 9 de Julho. Mas os atrasos de pagamentos têm afetado sobremaneira a estabilidade da rede credenciada.


Por outro lado, se o enfermo precisa de radioterapia, a situação fica mais difícil. Alguns procedimentos só são realizados no Hospital 9 de Julho e, por questões meramente pessoais de um dos Diretores da Santa Casa, ele não permite que o atendimento seja realizado lá.


A ANS já foi informada sobre tudo isso e a interventora, Sra. Ana Paula Gonçalves de Freitas, professora da FGV e da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, deve estar atenta a tudo, mas numa enrascada. Obviamente não há futuro para o PLASC, então ela não terá outra alternativa, senão apontar a necessidade de encerramento das suas atividades, para que a Diretoria da Agência determine o cancelamento do seu registro, com portabilidade dos clientes.


Com isso, a dúvida que temos hoje é: para onde vão esses pacientes? Para a Unimed, será? Percebemos um movimento nesse sentido, mas será que os clientes que pagam hoje na 1ª faixa de idade, em média, R$ 145,00 vão aguentar pagar R$ R$ 317,00?


Sim, pois, segundo o painel de precificação da ANS, a diferença dos preços praticados entre as referidas operadoras é essa. E, na última faixa, a diferença é de R$ 866,00 para R$ 1.885,00. A Unimed é 100% mais cara!


Passamos a olhar para a região a partir do fechamento de operadoras do interior mineiro e de denúncias de consumidores com câncer, que estão sendo verdadeiramente machucados pela atual gestão do PLASC. A situação já é preocupante e as autoridades devem agir logo, antes que tenhamos outra situação como da Unimed Rio – de sofrimento extremo dos pacientes.

 
 
 

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