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Plano de saúde de idos@ pode custar até R$ 30 mil

  • 19 de jun. de 2025
  • 2 min de leitura

Analisando os dados da ANS, não se percebe tão claramente a escassez de planos individuais, mas ao verificar os preços comerciais se torna possível notar que muitos são inacessíveis.

 

Os dados da Agência Reguladora dos planos de saúde dão conta de que existem 375 operadoras com planos de saúde individuais ativos, em 2024. No ano anterior, existiam 428. Desde dezembro de 2018, as opções para esse produto deixaram de ser quase 4000 tipos de contratos diferentes, para 2749.

 

O valor médio desses planos varia de acordo com a faixa etária do consumidor. Começa em R$ 395,00 e vai até R$ 2.150,00. Realçando: estamos falando de média do setor inteiro.

 

Quando olhamos o valor cobrado por operadora, alguns números chamam mais atenção. A média do preço comercial individual da Esmale, por exemplo, é de R$ 20.629,00, na faixa etária a partir de 59 anos. A campeão nesse segmento pessoa física.

 

Mas é a Unimed Brasil quem ostenta o posto de média de preços mais alta do país, se compararmos as contrações tanto na modalidade coletiva como individual. Na faixa etária acima dos 59 anos, o preço é de R$ 29.950,00.

 

Obviamente, não deve haver ninguém pagando esse absurdo todo. Esses números são colhidos da nota técnica que as operadoras registram na ANS, que estipulam a precificação posta à mercado e, muitas vezes, tem o objetivo realmente de não vender; quer dizer, o plano consta como ativo, mas na prática ninguém compra.

 

Essa fotografia do setor mostra que a existência de mais de 300 operadoras vendendo plano individual não significa que haja, de fato e de direito, uma oferta real do produto, à disposição da população.

 

Já no plano empresarial, a média praticada por Bradesco, Sulamérica e Unimed Seguros, levando em conta todas as faixas etárias, está no patamar de R$ 1.300,00. Bem mais razoável.

 

Sendo assim, não dá para fugir da conclusão de que o comportamento do mercado conduz à contratação de planos coletivos - especialmente para os consumidores da última faixa de idade.

 

Então, em que pese o título do conteúdo e os dados da ANS realçarem preços astronômicos, a realidade da qual não podemos perder o foco é de que isso empurra o consumidor para os planos coletivos.

 

O Correio, da Bahia, trouxe uma interessante matéria retratando a situação lá do estado deles. Inclusive destacou que esse patamar enseja que apenas 10% da população idosa consiga manter o plano de saúde.

 

A nível nacional, os números da ANS estão indicando crescimento dessa população no setor. Uma pena que isso não possa ser dito na específica modalidade de plano individual.

 

Daí segue a sina de todos reclamando dos reajustes altos, dos planos coletivos. Agora, até as grandes empresas passaram a divulgar campanhas contra esses aumentos. Indico leitura do Mundo RH. A conclusão deles: "a saúde é um benefício caro, sim. Mas o mais caro mesmo é continuar pagando caro por um modelo que não funciona mais".

 

A convocação geral, portanto, vai no sentido de que precisamos reivindicar a desaceleração dos preços das mensalidades, diante do anunciado lucro bilionário de 2025.


 
 
 

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