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Oncoclínicas nadando

  • 10 de out. de 2025
  • 2 min de leitura

Assembleia da companhia aprova aumento de capital de R$ 2 bilhões para tentar sobreviver


A rede hospitalar Oncoclínicas informou nesta quarta-feira (8) que aprova o aumento do capital social da empresa durante a Assembleia Geral Extraordinária. O montante aprovado para o aumento de capital pode atingir até R$ 2.000.000.001, por meio da subscrição privada de até 666.666.667 novas ações ordinárias, com o preço de emissão fixado em R$ 3,00 por ação.


Além disso, aprova-se a alteração no estatuto social da Oncoclínicas, que amplia o limite do capital autorizado da companhia de 1.300.000.000 para 3.500.000.000 de ações ordinárias. A empresa também divulga um aviso aos acionistas com detalhes sobre o aumento de capital, incluindo procedimentos e prazos para o exercício do direito de preferência e subscrição das novas ações.


Caso ocorra a subscrição mínima, o capital social da Companhia passará a ser de R$ 4.147.024.827,52 , dividido em 994.747.962 ações ordinárias. Caso o aumento de capital seja totalmente subscrito, o capital social passará a ser de R$ 5.147.024.826,52, dividido em até 1.328.081.295 ações ordinárias.


O aumento de capital de cerca de R$ 2 bilhões será feito em um modelo que contará com a conversão de títulos de dívidas em equity e new money. É certo que o Banco Master, detentor de 15% da companhia, será diluído no processo. Ainda não há clareza, no entanto, se o fundo Centaurus e o Goldman Sachs participarão da rodada. 


Busca por reestruturação


O estado geral da Oncoclínicas hoje em nada se parece com o diagnóstico feito por analistas em 2021, quando a estreia da empresa na B3 entusiasmou investidores. Na operação, a empresa levantou R$ 3,6 bilhões.


A tese que convenceu o mercado que se tratava de um bom negócio tem a ver com o envelhecimento da população e a evolução dos métodos oncológicos no país: as pessoas vão viver mais, portanto a incidência de casos oncológicos vai aumentar, e existe tratamento a ser oferecido para esses pacientes.


Desde então, a empresa viu sua ação despencar mais de 80% e o endividamento disparar com a aposta em hospitais gerais, o que demandava maior contato com as operadoras de planos de saúde.


Atualmente, a companhia cancela compromissos de expansão, vende ativos e busca cobrir os furos e evitar o naufrágio.


Continuamos aqui fazendo a pergunta do milhão: será que as operadoras que fizeram negócios com ela vão receber? E a operação de atendimento oncológico, está impactada?


Se você for médico ou paciente da Oncoclínicas, escreve aqui nos comentários como estão os serviços.


Esse conteúdo teve informações do InvestNews.

 
 
 

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