Lucro dos planos de saúde
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ANS divulga resultado econômico-financeiro da saúde suplementar em 2025
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) divulgou os dados econômico-financeiros consolidados do setor de saúde suplementar referentes ao ano de 2025, apontando o melhor desempenho da série histórica em termos nominais.
A Amil foi a de melhor resultado, com lucro líquido de R$ 5,5 bilhões. A boa performance já era esperada, desde Seripiere, mas o resultado foi ainda mais surpreendente porque ela lucrou mais que outras gigantes, com mais beneficiários.
É de se destacar também a recuperação da Unimed Nacional - CNU, que saiu do prejuízo e lucrou R$ 240 milhões.
O pior resultado foi da Postal Saúde, autogestão dos Correios, com prejuízo de quase R$ 845 milhões. Na parte de baixo da lista, vale ainda destacar a Alice, que deixou de ser uma Health Tech promissora na saúde para acumular prejuízo em 2025 de (-) R$ 86 milhões.
No Recife, a Unimed terminou o ano com resultado positivo de R$ 44 milhões, mas com resultado operacional praticamente no zero a zero - sinal que continua se arrastando; apenas sobrevivendo, num cenário do setor em que a maioria das operadoras melhorou bem.
No geral, o setor registrou receitas totais de R$ 391,6 bilhões e lucro líquido acumulado de R$ 24,4 bilhões — o equivalente a cerca de R$ 6,20 de lucro para cada R$ 100,00 arrecadados. O resultado superou inclusive os recordes observados durante a pandemia de Covid-19, elevando o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) a 16,4%, patamar superior aos anos pré-pandemia.
Um dado relevante é a melhora geral no desempenho das operadoras: 73,5% dos entes regulados encerraram o período com resultado líquido positivo, aumento de 3,7 pontos percentuais em relação ao ano anterior. Apesar disso, três das maiores operadoras concentraram quase metade (49%) do lucro agregado informado à ANS.
No que se refere ao desempenho operacional, a sinistralidade do setor recuou para 81,7% em 2025, redução de 2,1 pontos percentuais ante o ano anterior — o menor índice desde 2020. Esse indicador reflete o percentual das receitas de mensalidades direcionado ao pagamento de despesas assistenciais, e sua queda é explicada principalmente pela recomposição das mensalidades acima da variação das despesas com saúde.
As operadoras médico-hospitalares, principal segmento do setor, alcançaram lucro líquido de R$ 23,4 bilhões, com resultado operacional positivo de R$ 9,8 bilhões. Em contrapartida, as autogestões foram a única modalidade a registrar prejuízo operacional, da ordem de R$ 3,1 bilhões — 45,5% acima do ano anterior.
Em um cenário de juros elevados, as aplicações financeiras das operadoras médico-hospitalares somaram R$ 134,5 bilhões ao fim de 2025, gerando resultado financeiro de R$ 14,7 bilhões e contribuindo de forma expressiva para o lucro final do setor.
Os dados estão disponíveis no Painel Econômico-Financeiro da Saúde Suplementar, com consultas possíveis por trimestre desde 2018, no site da ANS.




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