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Custo da saúde dispara nos EUA

  • 25 de out.
  • 2 min de leitura
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O acesso aos serviços está cada vez mais caro e com projeções de piora


O custo dos planos de saúde nos Estados Unidos tem disparado, especialmente para 2025 e 2026, impulsionado por uma série de fatores econômicos e estruturais. A inflação médica, que superou a taxa de inflação geral, e a consolidação das operadoras de saúde estão entre os principais motivos para esse aumento vertiginoso.


Previsões de aumento significativo:


Relatórios indicam que a inflação médica nos EUA atingiu 12,9% em 2024, podendo resultar em aumentos de mais de 20% nos planos de saúde para 2025.


A expectativa é de que o valor médio anual de um plano do tipo Obamacare dispare para cerca de US 10.000 em 2026 (com o valor mensal chegando a US 880).


Os custos médios projetados para 2025 variam conforme o tipo de plano:

  • Individual (adulto): US$ 530

  • Casal sem filhos: US$ 980

  • Família com 2 filhos: US$ 1.850


Fatores para a alta dos preços - Inflação médica:


O custo de equipamentos médicos importados, como tomógrafos e ressonâncias, além de medicamentos e insumos, é impactado pela flutuação do dólar. Hospitais repassam esses custos às operadoras de saúde, que por sua vez os repassam aos consumidores. A inflação médica tem sido historicamente mais alta que a inflação geral nos EUA.


Estrutura do sistema de saúde:


O sistema de saúde dos EUA é conhecido por sua complexidade e falta de transparência nos preços. A fragmentação dos serviços e a burocracia contribuem para o desperdício de recursos e o aumento dos custos.


A consolidação de hospitais, clínicas e operadoras de saúde tem sido apontada como um fator que reduz a concorrência e permite que as empresas aumentem os preços de forma unilateral. Isso tem gerado preocupação até mesmo entre republicanos e democratas.


Embora o Affordable Care Act (Obamacare) tenha ampliado o acesso à cobertura, o custo dos planos oferecidos nesse mercado tem crescido, afetando principalmente a população que não se qualifica para programas públicos como Medicare e Medicaid.


Pressão financeira sobre os beneficiários:


O aumento dos custos ameaça a capacidade das famílias de manter a cobertura de saúde, especialmente para quem não tem acesso a planos subsidiados por empregadores ou pelo governo.


As empresas também sentem o impacto dos aumentos, o que se reflete em menos investimentos e em cortes de benefícios para os funcionários.


Movimentações políticas:


A disparada nos custos já está gerando debates políticos e ações, como investigações sobre as práticas de fusão e aquisição na área da saúde. A aprovação de um projeto de lei em 2025, proposto por Donald Trump, cortou recursos para programas sociais de saúde, o que pode agravar o problema.


Mesmo com a predominância do setor privado, os custos dos programas de saúde do governo, como o Medicare para idosos e o Medicaid para os mais pobres, também têm aumentado significativamente, contribuindo para o déficit público.


Visto isso tudo, a conclusão óbvia é de que o aumento das despesas nos planos de saúde, que impactam nas mensalidades, é um desafio mundial e não apenas uma crise pontual aqui no Brasil. Daí a importância de acelerar a reforma da regulação, com a análise do PL 7.419 - torna-se urgente construir um setor mais sustentável, sem perder de vista o foco central desses serviços que é a atenção ao paciente.

 
 
 

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