Aumento dos casos de autismo nos EUA
- 16 de abr. de 2025
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Alguns falam em epidemia, outros tentam culpar vacinas.
O número de diagnósticos de autismo nos EUA vem aumentando há décadas. Cerca de 1 em cada 36 crianças foi identificada com transtornos do espectro autista em 2020 – um salto em relação a 2000, quando a taxa era de 1 a cada 150 crianças, de acordo com dados dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA.
Contudo, a tese de que existe uma "epidemia de autismo" nos EUA e de que seria possível identificar suas causas em poucos meses ante décadas de pesquisa médica é refutada por especialistas na área.
O termo "epidemia" é usado de forma estatística e epidemiológica quando há um aumento de casos de um transtorno ou doença, não limitado a uma patologia infecciosa.
No entanto, no caso do TEA, o aumento da quantidade de diagnósticos pode estar, na verdade, associado à melhor notificação do transtorno, dizem especialistas.
O neurocientista cognitivo e especialista em autismo da Universidade de Oxford e da University College London, Geoff Bird, ainda defende que "a ideia de que podemos descobrir as causas repentinamente até setembro não é realista."
As mudanças nos métodos de triagem também ajudaram os especialistas a detectar sinais de autismo em meninas com mais frequência.
"O autismo era definido principalmente pela forma como se apresentava em meninos, e os diagnósticos de meninas se ajustavam a isso. Agora estamos expandindo os critérios para levar em conta as representações femininas", disse Bird. "A consequência natural é o aumento da prevalência do autismo."
Com informações da UOL.




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