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Hapvida obtém sinistralidade de 67%

  • 21 de mar.
  • 3 min de leitura
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Em análise sobre o sinistro das principais empresas do setor, a Hapvida se destaca.


Todos os veículos estão concentrados nos números maiúsculos dos lucros do setor de saúde, apontando a sinistralidade apenas como um dado, dentre tantos outros.


Numa leitura simplificada, a sinistralidade é o quanto o plano de saúde gasta com a assistência dos seus consumidores, representada em percentual sobre a receita da operadora. Quanto menor melhor.


Segundo a ANS, a sinistralidade média do setor está em 82%. Obviamente, esse número já conta com a interferência da impressionante performance da Hapvida, que registrou sinistro de 67%. Sem o volume dela, o percentual geral do setor seria maior e pior.


Neste ponto, é interessante verificar o índice de sinistralidade das maiores operadoras:


CASSI - 101%

Bradesco - 90%

Sulamérica - 86%

Unimed Nacional - 85%

Unimed Seguros - 82%

Amil - 81%

Unimed BH - 78%


A Unimed BH, de melhor desempenho na lista, não possui atuação nacional e, mesmo assim, com toda a sua reconhecida competência de gestão, ainda apresenta custo 11 pontos percentuais acima da sinistralidade da Hapvida.


Portanto, não se pode negar que atingir 67% de sinistralidade exige uma enorme capacidade de organização, verticalização e controle. E sim: supomos que esse nível de controle de gastos está intimamente relacionado à cultura vertical, de clínicas, laboratórios e hospitais próprios da operadora.


Além de evitar a remuneração dos tratamentos pelo fee for service (quanto mais usa, mais paga), a empresa consegue consolidar, dentro do seu sistema, a jornada integral do paciente, conhecendo-o melhor e evitando desperdícios. Pelo menos é o que vendem.


E, a dizer por essa sua sinistralidade, os mecanismos antifraude da Hapvida devem trabalhar a todo vapor, pois outro componente que influi bastante nos números do sinistro é a fraude.


Bom lembrar que a premissa da empresa sempre foi: entrego exatamente o que você contratou e tem direito.


Então, se o controle é rigoroso, haveria muito mais negativas, insatisfações e reclamações dos clientes, que as demais operadoras, certo? Segundo os números, não é bem assim.


As informações da ANS mostram que as empresas com nível de sinistralidade mais alta estão enfrentando igualmente a exacerbação das reclamações. Vale o exemplo da Bradesco, que é a líder de reclamações na ANS, com 40.793 demandas em 2024; mesmo com o sinistro liberado e bem alto, na faixa dos 90%.


Portanto, nos dias de hoje, sinistralidade mais alta nem sempre significa tratar melhor o consumidor e, consequentemente, felicidade garantida.


Noutro prisma, afrouxar o sinistro, tem levado entidades a enfrentar dificuldades econômico-financeiras e, nesta situação, o atendimento ao paciente tende a deteriorar.


Atentamos, assim, que o nível de sinistro é um componente econômico importante, que deve ser melhor destacado na análise do desempenho setorial das operadoras, sem o preconceito de que o controle gere necessária insatisfação do cliente.


Enfim, sem nenhuma pretensão de querer aferir qual o nível de sinistro seria o ideal para o mercado brasileiro, o que podemos concluir, com certa margem de segurança, é que as operadoras no patamar próximo ou superior a 90%, na realidade de hoje, têm um grande desafio pela frente. As que estão entre 70 e 85%, sobrevivem. E abaixo de 70% deve ser o objetivo de todas. Inclusive, é o que consta como meta de boa parte dos contratos de performance na saúde suplementar.

 
 
 

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