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Unimed, ANS e Ministério Público

  • 11 de set. de 2025
  • 2 min de leitura

ANS e Ministério Público vão se reunir para tratar de situação financeira da Unimed no Rio


A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) deve se reunir na próxima semana com promotores do Ministério Público do Rio (MPRJ) para tratar da situação financeira da Unimed-Rio. A cooperativa transferiu a carteira de usuários para a Unimed Ferj no ano passado, mas continua como prestadora de serviços, já que seus médicos cooperados formam a rede credenciada da Ferj. Os profissionais, porém, têm recusado atendimento aos usuários por falta de pagamentos. 


Diretora de Normas e Habilitação dos Produtos da agência, Lenise Secchin explicou que a medida é necessária porque a situação econômico-financeira da Rio esbarra no atendimento prestado pela Unimed-Ferj aos usuários. A operadora entrou em direção técnica da ANS na semana passada. 


Além da dificuldade em marcar consultas com os médicos cooperados, nas últimas semanas o quadro da Ferj se agravou com o descredenciamento da Oncoclínicas, que atendia cerca de 12 mil pacientes oncológicos do plano de saúde. A rede especializada acabou firmando um acordo de pagamento com a operadora para a retomar os atendimentos. A dívida é de R$ 790 milhões. 


— Estamos organizando uma reunião para a semana que vem junto ao Ministério Público porque toda essa situação também tem a ver com a Unimed-Rio. Temos um termo de compromisso com o MP e precisamos de uma solução em conjunto para a atuação necessária e possível para esses problemas — disse Lenise na manhã desta quarta-feira durante seminário na Fundação Getúlio Vargas (FGV), no Rio.


No ano passado, num acordo acompanhado pela agência e outras autoridades, como o MP e a Defensoria Pública, a operadora transferiu a carteira de usuários para a Unimed Ferj. Os médicos cooperados da Rio atendem os usuários da Ferj, que recebe as mensalidades e faz os repasses à primeira, que paga os honorários dos profissionais. 


Mas os médicos relatam atrasos sistemáticos nos pagamentos, o que tem feito a rede credenciada disponível aos usuários diminuir. Há profissionais fechando consultórios e outros recusando atendimento aos pacientes pela falta de previsão de receber os honorários. 


Além disso, a falta de transparência nos dados financeiros da cooperativa preocupa os profissionais, que temem ter que assumir dívidas na casa dos milhares de reais. 

Nesta terça-feira, um grupo de médicos entregou à Unimed-Rio um documento, com 805 assinaturas, solicitando a convocação de uma assembleia geral extraordinária dos cooperados e a realização de uma perícia nas contas da operadora. Eles calculam que as dívidas passam de R$ 5 bilhões. 


— O objetivo é esclarecer como essa dívida foi construída — afirmou o cardiologista Antônio Assad.


Em nota, a Unimed-Rio afirmou que o pedido foi recebido e será avaliado conforme a Lei das Cooperativas e o Estatuto Social da cooperativa.


"A cooperativa se encontra, atualmente, sob restrição judicial que a impede de se comunicar com seus cooperados, o que dificulta os devidos esclarecimentos. A referida decisão está sendo devidamente impugnada pelos meios cabíveis. A atual diretoria, eleita democraticamente em outubro de 2024, vem atuando de forma responsável em prol dos cooperados, e todos os seus balanços encontram-se aprovados em assembleias", diz o texto.


As informações são do O Globo.

 
 
 

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