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Lucro líquido do setor está associado à queda da sinistralidade


Por Juliana Albuquerque - Repórter do Justiça e Saúde

 

Diferente do que vem sendo noticiado, o resultado positivo obtido pelas operadoras de planos de saúde, no primeiro trimestre deste ano, não está relacionado aos recentes casos de rescisão unilateral por parte de algumas operadoras. Pelo contrário, o lucro líquido, ou seja, a soma dos resultados operacional, financeiro e patrimonial, acrescidos do efeito de impostos e participações, que foi de R$3,3 bilhões, está diretamente associado à redução da sinistralidade.

 

A nível de comparação, no primeiro trimestre de 2023, o percentual das receitas assistenciais (advindas das mensalidades) que são utilizadas com o pagamento de despesas assistenciais, conhecido como sinistralidade, saiu de 86,9% para 82,5%, portanto. Portanto, essa queda de 4,7% pontos percentuais reflete diretamente no lucro do setor.


De acordo com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), a redução da sinistralidade apurada no 1º trimestre de 2024 em relação aos mesmos períodos de 2022 e 2023 resulta, principalmente, da recomposição das mensalidades dos planos quando comparada à variação das despesas, especialmente nas operadoras de grande porte.

 

“Tal tendência, que já vem sendo observada desde 2023, decorre de maior crescimento das mensalidades médias (ajustadas pela inflação do período observado) em relação à despesa assistencial por beneficiário (também ajustada pela inflação), o que parece sugerir que o setor passa por um período de reorganização de seus contratos, a fim de recuperar os resultados na operação, em um contexto de aumento de beneficiários e queda dos juros”, informa a reguladora.

 

Vale destacar, que no ano passado, o setor de planos médico-hospitalares apresentou crescimento de 957.197 beneficiários em relação a dezembro de 2022. Hoje, segundo dados de abril divulgados pela ANS, o setor conta com pouco mais de 51 milhões de usuários, o que indica uma evolução significativa após atingir um dos seus menores patamares durante a pandemia da Covid-19, em 2020, quando chegou a 47 milhões de usuários em consequência da queda econômica provocada pela crise sanitária.

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